Escola Franciscana Hospitaleira

A Escola Franciscana Hospitaleira é um espaço de educação católica, promovido e orientado pela Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. 

Adota como pedagogia o Amor, o Acolhimento e a Alegria. 

Esforça-se para fazer transparecer os valores evangélicos, incutidos através da cultura, do ensino religioso e do testemunho de simplicidade, de abertura, de alegria e de hospitalidade, em clima fraterno e no espírito das bem-aventuranças, vivido pelos seus fundadores. 

Promove a plena coerência do saber, dos valores e das atitudes com a Fé. 

Valoriza o respeito pela Natureza e por todas as Criaturas. 

A Escola Franciscana Hospitaleira é “uma Escola para a pessoa e da pessoa”, tendo como centro de mensagem de Jesus Cristo que ilumina o Saber e o Ser humano. 

Para o conseguir, empenha-se em: 

- Criar um ambiente familiar simples e alegre; 

- Cuidar a formação cultural, tendo em vista todos os aspetos da atividade humana exercida com coerência; 

- Oferecer uma formação científica atualizada e rigorosa, a par do desenvolvimento do sentido crítico; 

- Educar para a cidadania e ecumenismo; 

- Desenvolver os valores éticos e estéticos; 

- Despertar o sentido de Justiça, Amor e Paz; 

- Abrir-se a novas experiências pedagógicas; 

- Ajudar a Comunidade Educativa a sentir-se firme na Fé e a ser coerente com ela; 

- Anunciar explícita e profundamente a mensagem evangélica;

- Proporcionar espaços para a oração e celebração da Fé.

 

 

Irmã Maria Clara do Menino Jesus, fundadora da CONFHIC

 

De família nobre, Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, a 15 de Junho de 1843, filha de Nuno Tomás de Mascarenhas Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque e de D. Maria da Purificação de Sá Carneiro Duarte Ferreira.

Foi o grito da realidade, a pobreza e a miséria humana, que apontou o rumo a tomar! As dificuldades e carências do séc. XIX (revoluções, consequências da industrialização crescente, degradação social, pobreza, miséria, etc.), o enorme clamor de uma multidão anónima de desvalidos, entregues a si mesmos, reclamando uma resposta concreta interpelaram profundamente Raimundo e Clara. Sentem-se chamados e enviados a fazer o bem onde fosse necessário: cuidar os doentes e os sós, acolher e educar crianças pobres, iluminar caminhos, suavizar a dor, ser regaço acolhedor. Urgia, de facto, a fundação de uma Congregação portuguesa, preenchendo o vazio da expulsão das religiosas estrangeiras.

Mulher de uma sensibilidade riquíssima e de um coração repleto de bondade e de ternura pelos mais pobres eabandonados, a Irmã Maria Clara dedicou toda a sua vida a minorar sofrimentos e dores, enchendo Portugal de casas de assistência, de atendimento e de educação, onde todos pudessem encontrar carinho e amparo, fosse qual fosse a sua condição ou estatuto social: creches, assistência a crianças e a inválidos, domicílios, escolas e colégios, hospitais, sopa dos pobres, cozinhas económicas, etc.. Os apelos chegavam dos mais diversos lugares e países. As Irmãs começaram a ser enviadas, inclusive ad gentes: Angola em 1883; Índia em 1886; Guiné em 1893 e Cabo Verde em 1893. Não obstante as contrariedades que lhe exigiram fortaleza e determinação, a Irmã Maria Clara, dotada de um invulgar dinamismo evangelizador, abriu mais de 140 obras e recebeu mais de mil Irmãs, tendo unicamente em vista a urgência da caridade.

 

Envolta em fama de santidade, a Irmã Maria Clara faleceu em Lisboa, a 01 de Dezembro de 1899, depois de uma vida inteiramente dedicada a fazer o Bem, onde fosse necessário. Os seus restos mortais repousam na Cripta da Casa-Mãe da Congregação, em Linda-a-Pastora, onde acorrem inúmeros devotos a implorar a sua intercessão junto de Deus.

 

Passados 111 anos, e após ter decorrido o processo de canonização, aberto oficialmente em 1995, a Igreja, com a leitura da Carta Apostólica, proclamará beata a Irmã Maria Clara do Menino Jesus, isto é, bem-aventurada, feliz, apresentando-a, assim, como exemplo, desafio e estímulo para todos os cristãos. A sua vida transparece fidelidade e o seu carisma permanece actual e necessário. Para o seu tempo, como para o nosso, onde tudo parece contrário, a Irmã Maria Clara ergue-se, humilde, como referência credível de sentido, como sinal de esperança que reflete para além de si mesma.

 

Padre Raimundo dos Anjos Beirão

 

 

O Padre Raimundo dos Anjos Beirão (Raimundo Maria Ferreira da Silva Beirão, 1810-1878), missionário apostólicointerno, nasceu em Lisboa na freguesia do Socorro, no dia 8 de Março de 1810. De espírito aberto, alegre e íntegro,desde muito novo deu testemunho do seu grande amor a Deus e ao próximo, sabendo atender a todos os pobres e necessitados com profunda simplicidade, bondade e muita confiança na Divina Providência. Professou na Ordem Terceira Regular de São Francisco de Assis, no Convento de Nossa Senhora de Jesus (Freguesia das Mercês,Lisboa) tomando o nome de Fr. Raimundo de Santa Maria dos Anjos. A 2 de Março de 1833, foi ordenado Sacerdote. Abrigando na sua alma o sentimento da verdadeira caridade, tornou-se para Portugal o que Vicente de Paulo fora para a França do seu tempo.

Perseguido pelas ideias liberais, também ele foi vítima do furor anti-religioso que o expulsou do convento. Todavia, a vivacidade do seu temperamento, o espírito indomável e o zelo constante pela causa de Deus e dos necessitadosnão o deixaram repousar por muito tempo. Entra na luta pela vida com outro dinamismo e outro rasgo apostólico, que o faz correr incansavelmente para "onde houver algum Berna fazer". Foi capelão da Armada Real, capelão do Recolhimento de N. Srª da Rosa (que se dedicava ao abrigo de crianças desprotegidas e abandonadas) e o responsável pelo encaminhamento de jovens vocacionados para o sacerdócio no Instituto/Colégio Português de Stº António, em Roma, e pela criação, em Lisboa, da Associação Filhos de São Caetano, destinada à instrução e catequização de meninos pobres e à assistência de indigentes.

Granjeou fama de orador sacro, percorrendo em pregações quase todo o país, e auxiliou a comunidade das Capuchinhas de Nossa Senhora da Conceição, de Aldeia Galega (actual Montijo, Ribatejo), que mais tarde, se tornou origem da Congregação. Faleceu no Convento das Trinas, no dia 13 de Julho de 1878, com 68 anos, vítima de doença maligna. Hoje, repousa na mesma cripta em que se encontra a Madre Maria Clara.